Aos 38 anos me compreendi lésbica. Desde a primeira manifestação do meu desejo por mulheres, aos 13/14 anos, até a plena compreensão de minha lesbianidade, um fosso enorme de violências, correções, adequações, condicionamentos, rejeições e agressões patriarcais me distanciaram do que eu sou - uma lésbica. Esse blog conta minhas histórias pra que outras mulheres possam se reconhecer nelas e saber que não estão sozinhas e nem loucas e que é importante a gente conversar sobre isso.
terça-feira, 26 de julho de 2016
O AMOR HETEROSSEXUAL É UM ERRO
É um erro muito grande chamar um relacionamento romântico entre um homem e uma mulher de amor, o nome certo é PODER. É um erro e um perigo, porque repetida tantas vezes, e principalmente pela voz daquele que domina o poder, sobretudo o poder dos discursos e das narrativas sobre a verdade, acaba-se convencendo que sim, que é amor o é aquilo que se chama de amor, no caso, o poder. Mas amor deve ser outra coisa, amor tem que ser outra coisa, a coisa que mulheres heterossexuais talvez nem tenham experimentado ainda, um sentimento que, provavelmente, nós ainda precisamos aprender a construir (e estou me incluindo porque é muito recente ainda a minha ruptura com a heterossexualidade a que fui submetida durante toda minha vida, mesmo). O que sei é que nenhuma relação fundada na desigualdade pode produzir amor. Poder e romanização da submissão são os nomes dos sentimentos produzidos por relações fundadas na desigualdade. Não tem outro nome. Não romantizem nossa submissão reafirmando que o que nós sentimos por aqueles que nos oprimem (sim, TODO homem te oprime, inclusive seu namorado/marido) é amor, porque não pode ser. O amor tem que ser outra coisa.
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