Ser livre é uma longa jornada.
Aos 38 anos me compreendi lésbica. Desde a primeira manifestação do meu desejo por mulheres, aos 13/14 anos, até a plena compreensão de minha lesbianidade, um fosso enorme de violências, correções, adequações, condicionamentos, rejeições e agressões patriarcais me distanciaram do que eu sou - uma lésbica. Esse blog conta minhas histórias pra que outras mulheres possam se reconhecer nelas e saber que não estão sozinhas e nem loucas e que é importante a gente conversar sobre isso.
sexta-feira, 29 de julho de 2016
ENFRENTANDO OS MEDOS
Às vezes eu sinto que pra ser livre eu não posso ter uma buceta, seios, as curvas de mulher que tenho, eu estranho meu corpo. Não é uma sensação nova, eu já a conheço. Mas há momentos em que ela têm surgido com muita força agora. A diferença é que em vez de retroceder e me esconder nas feminilidades de gestos, trejeitos, aparência e comportamentos em que me jogaram e me induziram a crer que era onde meu corpo cabia, eu a enfrento.
Ser livre é uma longa jornada.
Ser livre é uma longa jornada.
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